Lindsay Arnold

Minha Vida Vegana nos Estados Unidos

Minha vida mudou drasticamente quando, aos 14 anos eu resolvi adotar a dieta vegana. Naquela época era muito difícil encontrar alimentos veganos nos supermercados e restaurantes, exceto saladas e batatas fritas, é claro. Nenhum dos meus amigos era vegano, o que dificultava muito fazer refeições em suas casas sem ofender seus pais.

Eu sou de uma pequena cidade com muitos caçadores (uma das maiores razões pelas quais eu queria me tornar vegana), então, não comer os animais que eles caçavam era um grande problema. Como adolescente, foi um desafio pedir para meus pais comprarem alimentos vegetarianos especiais, que custavam o dobro ou o triplo do que eles estavam acostumados a pagar. Senti sim, muita pressão para voltar a consumir produtos de origem animal, apenas para que os outros não se sentissem incomodados.

Há cerca de 16 anos, ingressei na PETA (People for the Ethical Treatment of Animals). Lembro-me de que recebi um boné e uma camiseta, juntamente com um folheto com receitas veganas. Desde então, passei a receber regularmente cartas com fotos aterradoras de animais sendo abusados. Lembro-me de me sentir orgulhosa pela decisão que eu tinha tomado, mas não conseguia nem olhar para aquelas atrocidades.

A minha adolescência foi definitivamente um período difícil do meu relacionamento com o veganismo. Quando eu ia fazer compras com meus amigos ou olhava as revistas de moda, ficava frustrada. Eu gostaria de poder comprar botas com aparência de couro, ou um casaco com tecido que parecesse pele, mas não havia nada legal. Tentei comprar sapatos veganos, mas tive pouco sucesso. Encontrei um site que vendia alguns, mas eles estavam muito aquém do que eu considerava moderno e elegante. Eu andava com uma bolsa de tecido, que era o mais fácil de encontrar

Eu realmente não queria usar nada de origem animal, pois, nunca saia da minha cabeça, de onde eles vinham, mas a questão da “moda” pra mim, que era uma adolescente vaidosa, realmente me colocava em conflito. Isso que eu ainda nem tinha parado pra pensar de onde vinham os meus produtos de beleza.

Naquela época até que havia alternativas de carnes fatiadas à base de soja, pra eu fazer os meus sanduiches pro almoço e o leite de soja que também se tornou popular, mas não muito mais que isso.

Então, 19 anos depois de eu ter me tomado vegana, percebo o quanto o veganismo mudou nos Estados Unidos. Agora é popular e moderno. Os restaurantes estão orgulhosos por terem “menu veganos”, opções de pratos “baseados em plantas”. Qualquer produto de beleza ou marca que seja livre de de crueldade animal certamente se orgulhará de ter um rótulo “vegano”. Vegan shoes (sapatos veganos), vegan bags (bolsas veganas) e vegan leather (couro vegano) são uma verdadeira mania por aqui.

Mesmo que o veganismo esteja tão popular no momento, eu me preocupo muito, que para alguns possa ser apenas uma “palavra moderna” e não algo que tenha se tornado realmente um padrão ético.

Há uma coisa que vem mudando a mente das pessoas com certeza. Os documentários e filmes que apoiam a mensagem vegana. Nos últimos anos, filmes como Cowspiracy, Earthlings, Forks Over Knives, What the Health, Okja, entre outros, têm ajudado as pessoas a perceberem que os animais não devem ser consumidos e nem explorados. Nós temos várias celebridades aqui que estão defendendo a causa vegana e divulgando a mensagem, o que tem ajudado muito para aumentar a conscientização das pessoas.


Minha esperança é que o veganismo nos Estado Unidos seja mais do que uma tendência passageira. Eu tenho vivenciado os benefícios por muitos anos, incluindo agora comer alimentos veganos deliciosos, vestindo roupas veganas com estilo, iniciando um negócio de beleza vegana e, acima de tudo, vivendo em congruência com os meus valores.

Desejo essa FORTUNA a todos, tanto aqui, como em todo o mundo.

Lindsay

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My Life As a Vegan in America

My life as a vegan has changed drastically since I first became vegan at 14 years old. Back then it was very difficult to find vegan foods in the grocery stores and restaurants, except for salads and French fries of course. Also because none of my friends were vegan at the time, it was hard for me to eat at their houses without offending their parents. I’m from a small town with a lot of hunters (which is one of the reasons why I wanted to go vegan in the first place), so not eating the animals they killed was a big deal. As a teenager, it was a challenge for me to ask my parents to buy me specialty vegan foods, which cost double or triple what they were used to buying. So yes, I felt a lot of pressure to go back to consuming animal products just so I won’t be such a bother to others.

Around age 16, I joined PETA (People for the Ethical Treatment of Animals). I remember that I received a hat and a T-shirt, along with a vegan recipe booklet. From then on, I regularly received letters with terrifying photos of animals being abused. I remember feeling equally proud of what I was doing but also not wanting to look at such atrocities. This was definitely a push-pull time in my life in my relationship with veganism. By then there were more meat alternatives, like soy-based sliced meats, in the grocery store, so I would eat these on my sandwiches at lunch. Soymilk was also becoming popular in America at this time.

As a teenager, I tried shopping for leather-free shoes but had little success. I did find one website that sold them but they were not up to my fashion standards at the time. I carried a woven handbag, so that was easy for me to find. Again, I would feel that push and pull when I would go shopping with friends or look at fashion magazines and I’d like the look of a pair of leather boots or a coat with a fur trim. I was always reminding myself of where those things came from, but at times I felt quite conflicted. I wasn’t even thinking about my beauty products and where those came from at that time.

Now, 19 years later after I first became vegan, so much as changed about veganism in America. It is very popular and trendy right now. Restaurants are proud to call out their “vegan” and “plant-based” menu items. Any beauty product or brand that is animal-free will certainly boast about being “vegan” on the label and website. “Vegan shoes”, “vegan bags,” and “vegan leather” are all the rage. But even with veganism being so popular, I worry that for some it might just be a trendy word and not something that has become an ethical standard.

There is one thing that is changing people’s minds for sure though, and that is documentaries and movies supporting the vegan message. In the last few years movies such as Cowspiracy, Earthlings, Forks Over Knives, What the Health, Okja, among others, have been credited as helping people to realize that animals should not be consumed and to make the switch to veganism. We have several celebrities in America who are championing the vegan cause and getting the word out, so that has been helpful too for increasing awareness.

My hope is that veganism in America will be more than a passing trend. I have lived the benefits for many years including eating delicious vegan foods, wearing stylish vegan clothing, starting a vegan beauty business, and above all, living in congruence with my values. I wish this fortune upon everyone, both in America and around the world.

Lindsay

 

 

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