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6 Passos que Ajudarão na sua Transição para o Veganismo

Muitas dúvidas nos cercam quando decidimos fazer uma mudança em nossas vidas. Quando essa mudança vai no sentido contrário da maioria, essas dúvidas se tornam ainda maiores.

Em se tratando do veganismo, que busca excluir na medida do possível e praticável, toda forma de exploração animal, existem muitos mitos principalmente no que diz respeito à nossa saúde. Afinal sabemos, que ninguém vai ficar fraco ou morrer por não frequentar zoológicos ou comprar um sapato de couro, mas infelizmente, fomos condicionados a acreditar que precisamos nos alimentar com produtos de origem animal.

Nossas características biológicas – o “design” do nosso corpo, é muito semelhante ao dos animais herbívoros e ainda mais dos frugívoros. Então, a primeira lógica que você precisa ter em mente é que a natureza é sábia e nos desenhou para um alimento ideal, que vem dela.

Somos feitos para digerir alimentos vegetais, frutas e frutos frescos. O fato de conseguirmos digerir outras coisas não significa que nos façam bem. Prova disso são os refrigerantes, o álcool e as drogas.

Quando me tornei vegetariana e posteriormente vegana, vivenciei algumas inseguranças, dúvidas e falhas. Por isso, selecionei 6 passos pra lhe ajudar na transição ou no caminho do veganismo.
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1 – Não coma para agradar os outros ou para ser aceito

Demorei para me tornar vegana pois achava que iria comprometer minha vida social  e realmente a pressão das pessoas no começo é grande, até porque, o veganismo em si é uma forma de criticar o que vivemos hoje, mesmo sem querer ser críticos. Você decide fazer diferente do que “todo mundo” sempre fez e por uma questão de princípios, os antigos hábitos já não fazem mais sentido. Continuar consumindo algo só porque alguém pode falar alguma coisa é muito ruim para você.

Tenha paciência com aqueles que se opõem. No fundo o que acontece é que o ser humano é um ser afetivo e tem uma tendência instintiva de amar os animais, então busca se agarrar à informações rasas – jogadas/financiadas – para justificar um consumo que sua própria consciência discorda.

Siga em frente com a sua verdade, mas pegue leve. Nada de dar sermão a cada refeição entre amigos ou ficar reclamando quando não tem opção para você. Aprenda a se virar com o que tem, aprenda a abstrair algumas piadinhas repetitivas daquele tio engraçadinho Se antecipe, leve algo bacana que todos possam experimentar e entender como o veganismo pode ser gostoso e prático!

Só posso te garantir uma coisa, depois que veganizar de vez, o único arrependimento que você irá sentir é de ter demorado tanto!
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2 – Excluir é mais fácil do que evitar

O Veganismo não é um ponto final, mas sim um caminho a percorrer e cada pessoa tem uma forma de começar sua caminhada. Alguns fazem a transição de vez, outros preferem ir aos poucos, se acostumando com o novo estilo de vida.

Não existe certo ou errado quando a direção é a mesma, mas fato é que para nossa mente, “deixar” de comer é mais fácil do que “evitar”. Quando você decide que vai evitar, você se dá a possibilidade da dúvida (ai, será que hoje eu como?) e pode parecer que não, mas a gente gasta energia com isso, se culpando. Quando você decide que isso simplesmente não é mais alimento para você, a dúvida desaparece e você nem considera a possibilidade de provar. Acredite, fica muito mais fácil!

Se você puder, se desafie por 21 dias – que é o tempo que o seu corpo leva para entender seu novo hábito. Nesses dias, informe-se ainda mais, assista documentários e palestras sobre o assunto e acompanhe pessoas com essa mesma filosofia. Isso tudo ajuda muito, dá idéias na hora de comer e você se sentirá mais seguro ao perceber que não está sozinho nessa escolha. Veganos geralmente são veganizadores e muitas vezes estão dispostos a te ajudar nessa transição!
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3 – Pesquise e aprenda a filtrar informações

Inevitavelmente quando uma pessoa se torna vegana, começa a se interessar por assuntos relacionados a nutrição. Isso porque impressionantemente aparece uma legião de especialistas em alimentação e saúde. Há gente tomando refrigerante e dando lição de bons hábitos alimentares, outros cheios de quilos extras dizendo que você vai ficar fraco e também os “apáticos”, cheios de “ites” dizendo que você vai ficar doente. Na verdade, o que acontece é que crescemos acreditando em mitos que a indústria criou para nos fazer consumir cada dia mais.

Veja o exemplo: para que as pessoas continuem o consumo inconsciente da carne, hoje em dia ela ganhou um novo apelido: “proteína” – já que muitos estavam começando a associar aquele pedaço ao animal -. Como SE a natureza não fosse abundante em proteínas. Como SE precisássemos de uma quantidade imensa de proteínas. Como SE isso justificasse toda a exploração envolvida.

Por isso a importância de você pesquisar, ler, assistir documentários que quebram esses paradigmas como: What The Health, Food Choices, Forks Over Knives, Cowspiracy.


4 – Busque profissionais capacitados a atender vegetarianos/veganos e siga pessoas com essa mesma filosofia

A internet dá essa possibilidade de nos mantermos próximos a pessoas, mesmo sem conhece-las, que seguem a mesma busca que nós. Há um compartilhamento de receitas, informações e experiências incrível através de boas conexões. Essa troca é imprescindível para você se sentir seguro e focado.

Infelizmente muitos profissionais ainda não estão preparados para atender esse público que só cresce. Hoje, no entanto, já temos acesso a alguns deles através de sites e redes sociais. Até as faculdades ainda estão, em sua maioria, desatualizadas nesse sentido.

Das 10 causas de morte entre norte-americanos, 6 estão relacionadas à alimentação. Câncer, problemas cardíacos, diabetes, hipertensão, obesidade, aterosclerose, entre outros e o consumo de produtos de origem animal está diretamente relacionado a boa parte dessas doenças.

Seria lógico pensar: como a relação entre saúde e nutrição é tão clara,  os médicos devem ter um bom embasamento sobre nutrição. Mas infelizmente as faculdades de medicina estão preparando profissionais mais capacitados em remediar doenças do que em promover saúde.

Os cursos de nutrição, por sua vez, ainda encontram dificuldades em se atualizar e muitos alunos concluem o curso sem nenhum embasamento sobre a dieta vegetariana.

Por isso, pesquise ou pergunte para pessoas que seguem esse mesmo estilo de vida. Consulte profissionais capacitados, assim você não vai precisar gastar um tempo da sua consulta para explicar ao médico de onde você tira o cálcio e as proteínas na sua alimentação.
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5 – Faça trocas e escolhas inteligentes

Já que haverá uma mudança de hábitos de consumo, um desapego inclusive de vícios, que tal aproveitar para fazer trocas inteligentes? Troque hábitos destrutivos por hábitos construtivos, faça escolhas mais conscientes que realmente beneficiem todos os envolvidos, inclusive você.

Vegano não necessariamente precisa ser um exemplo de saúde, veganismo é acima de tudo a busca pelo respeito e não exploração animal. Hoje em dia existem 3 motivações importantes que levam ao veganismo: saúde, sustentabilidade e os animais. Seja por qual motivo for, todo vegano acaba sendo um veganizador e não há uma forma mais eficiente de inspirar pessoas do que ser um bom modelo.

Afinal, não podemos esquecer que para as pessoas verem o veganismo como uma escolha de vida possível e interessante, elas devem se sentir seguras com relação a sua saúde.

“A alimentação vegana é mais saudável”, “veganismo é amor”, “veganismo é não especismo” e “ser vegano tem benefícios de todos os lados: é bom para o animal, para você e para o planeta”. A expansão desta consciência se espalhando, acaba beneficiando todos os lados. Isto é em essência o veganismo. Ser vegano é amor incondicional a todos, inclusive a você!
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6 – Simplifique!

O veganismo pode ser simples e barato. Depende das suas escolhas.

Muitos reclamam de falta de tempo ou de dinheiro para fazer uma mudança e a verdade é: só falta tempo para aquilo que não é prioridade e só falta dinheiro se você fizer trocas equivocadas.

A alimentação vegana é a alimentação à base de vegetais, simples assim. E quanto mais natural e menos processadas (industrializadas) forem as suas escolhas, melhor para você e melhor para o seu bolso!

O que são mais caros são os produtos industrializados porque ainda não são produzidos em larga escala. Melhor do que um leite vegetal comprado pronto é um leite feito por você. Melhor do que um suco pronto é um suco feito na hora. Então, na dúvida, vá para a feira e vá para a cozinha!

Nada mais gostoso do que poder preparar seu alimento com amor, boas vibrações e ingredientes naturais.

Se você pensa que o veganismo é difícil, é porque está pensando apenas em você. Pense nos animais e no quanto é difícil para eles essas escolhas “humanas” e perceberá então, o quanto pode ser fácil.

Aliás, veganismo é pensar sempre no impacto de suas escolhas na vida do “outro” e é preciso exercitar o amor ao próximo – nesse mundo egocêntrico.

Você pode escolher, os animais não. Escolha sempre a compaixão!

Espero que esses passos lhe ajudem na sua nova caminhada!

Seguimos juntos!
Beijos, Clau

 

 

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